O Meu Coração O meu coração chora ao ritmo da chuva, no meio do temporal que desconhecia, e de a mente fugir em passo lento, que não consigo explicar. O meu coração sangre com o estrondo do trovão, e esconde a dor que ostenta ao sol, mesmo no meio de uma enorme multidão, que não percebe o espaço da imensa solidão. O meu coração ecoa ao som do vento, e perpetua o lamento que sente, pelo oceano que recebe o seu segredo. O meu coração corre com as nuvens, cansado e esgotado da procura, do mundo com que tem sonhado.
Eras Eras o sol que me aquecia, nos dias frios de inverno, fazendo-me esquecer a solidão, que habitava no meu coração. Eras a lua que me iluminava, nas noites de breu, que me permitia caminhar, quando tudo parecia desmoronar. Eras a água que me mantinha, nos trilhos longos do deserto, dando-me a vida esquecida, no meio de uma multidão perdida. Eras o ar que me levitava, e que me deixava sonhar, tornando-me numa flor que crescia, na beira da tua sombra protegida.
Tirania Olho para ti e lembro a noite à lareira, onde as juras foram eternas, mas onde o fogo se apagou rápido, tal como a lareira que de manhã se esfumou. Olho para ti e lembro os passeios à beira mar, onde os abraços foram ternos e seguros, mas que se foram com as ondas do mar, que vieram acariciar a areia da praia. Olho para ti e lembro as lágrimas de alegria, quando tudo era doce e um sonho, mas onde a tirania do amor imperou, tal como a tempestade impõe a sua lei. Olho para ti e lembro o meu coração a bater, quando me beijavas e as nossas mãos se uniam, mas que foram com o vento que levanta as folhas, e deixou apenas a pedra que ficou imóvel e fria.
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